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domingo, 28 de maio de 2017

Origem do homem na Terra - V (artigo complementar)

Ernesto Bozzano, em seu livro A Alma dos animais e Gabriel Delanne no seu trabalho “A reencarnação” dão conta que houve uma série de experiências esclarecedores sobre muitos aspectos e sugestivas da persistência das matrizes biológicas do homem primitivo.

Eis o relato de Bozzano:

Cito, por último, alguns trechos de relatórios das sessões com o médium polonês Franck Kluski, que saíram na Revue Métapsychique, onde constatamos que estamos realmente diante de uma primeira contribuição experimental séria a favor da s materializações animais. Já no fascículo de julho-agosto de 1921 (pág. 301), da revista em questão, o doutor Gustave Geley, que tinha assistido às sessões, anunciava a publicação para breve dos relatórios sobre o fenômeno extraordinário das materializações de animais nos termos seguintes:

“As materializações de entidades animais não são raras com Frank Kluski. Nos relatórios das sessões da Sociedade de Estudos Psíquicos de Varsóvia, Polônia, que publicaremos oportunamente, veremos assinalados, em especial, uma grande ave de rapina que apareceu em várias sessões nas quais foi fotografada, e também um ser estranho, espécie intermediária entre o macaco e o homem. Ele é descrito como se tivesse o tamanho de um homem, um rosto simiesco, mas com uma testa desenvolvida e normal, de rosto e corpo cobertos de pelo, com braços bastantes longos, mãos fortes e compridas, etc. Ele parece sempre comovido, pega nas mãos dos assistentes e as lambe como se fosse um cão. Ora, esse espécime, que nomeamos “O Pitecantropo”, manifestou-se várias vezes durante nossas sessões. Um de nós, na sessão de 20 de novembro de 1921, sentiu sua grande cabeça aveludada se apoiar fortemente sobre seu ombro direito, contra suas bochechas. Aquela cabeça estava coberta de cabelos duros e rudes. Um odor de fauna, de cão molhado, desprendia-se dele. Um dos assistentes, ao levantar sua mão, foi pego pelo “Pitecantropo”, que, em seguida, lambeu-a três vezes seguidas. Sua língua era larga e macia. Outras vezes sentimos, sob nossas pernas, contatos que lembravam o toque dos cães.”

O registro das sessões às quais ele faz alusão no parágrafo precedente foi publicado no número de janeiro-fevereiro de 1923 (págs. 27-39) da Revue Métapsychique. Recolho do relatório da sessão de 10 de agosto de 1919 o trecho abaixo: “... Notamos simultaneamente várias aparições. A primeira que se deixou ver foi uma aparição que já era conhecida pelos assistentes durante as sessões anteriores. Era um ser do tamanho de um homem adulto, bastante peludo, com um a crina enorme e uma barba embaraçada. Ele era revestido com uma pele quebradiça; sua aparência era a de um ser que lembrava um animal ou um homem bastante primitivo. Ele não falava, mas lançava sons roucos com seus lábios, estalava a língua e rangia os dentes, procurando em vão ser compreendido. Quando o chamávamos, ele se aproximava; ele nos deixava acariciar sua pele aveludada, tocava com as mãos os assistentes e esfregava a mão bem devagar com as garras. Ele obedecia à voz do médium e não machucava os assistentes, tocando neles levemente. Era um progresso, pois nas sessões anteriores este ser manifestava muita violência e brutalidade. Ele tinha a tendência visível e uma vontade incontrolável de lamber as mãos e o rosto dos assistentes, os quais, por sua vez, se defendiam de suas carícias indelicadas. Ele obedecia a cada ordem dada pelo médium, não somente quando esta ordem era expressa por palavras, mas também quando era expressa pelo pensamento.” Escolho esta outra passagem do relatório da sessão de 3 de setembro de 1919. O relator escreve: “Simultaneamente, o médium e as pessoas sentadas ao redor dele sentiram a presença do animal-homem primitivo, assim como nas sessões anteriores. Essa materialização passou pelos assistentes lambendo suas mãos e seus rostos, sobre as quais ele colocava sua mão ou sua pata aveludada, ou apoiava sua cabeça eriçada. Todos esses gestos foram lentos e não bruscos. Essa entidade mostrava somente uma certa animosidade contra a cadelinha da senhora Kluska (Frusia), que estava nos joelhos da senhora Grzelak. O ser materializado puxou os pelos e as orelhas da cadelinha, que começou a se aborrecer e a latir. Finalmente, bastante assustada, Frusia pulou dos joelhos de Grzelak e foi se refugiar no sofá, entre as pessoas que estavam sentadas, não se movendo mais.” O trabalho foi suspenso durante algum tempo; quando a sessão foi retomada, o “homem primitivo” se materializou de novo. O relatório continua assim: “Desde o início, vimos várias aparições, inclusive a do “homem primitivo”. Este último ficou o tempo todo senta dono tapete, entre os assistentes; ele se comportava relativamente com tranquilidade, mas não permitia acender a tela luminescente e, inclusive, rasgou com grunhidos a tela que a senhora Kluska segurava.” Os relatórios em questão contêm três outros episódios de materialização do mesmo fantasma do “homem primitivo” ; não os reproduzo aqui porque estes são semelhantes aos precedentes.

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